Marinha do Brasil reforça buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal com tecnologia de sonar subaquático
Operação entra no 14º dia com o reforço de mergulhadores e equipamentos de alta precisão para varredura no Rio Mearim e regiões alagadas.
Por: Redatora Fernandes, R7MARANEWS 18 de Janeiro de 2026 | Bacabal, MA
BACABAL – A força-tarefa empenhada na localização dos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, recebeu um reforço estratégico neste fim de semana.
A Marinha do Brasil integrou-se oficialmente às operações de busca em Bacabal, trazendo tecnologia de ponta para auxiliar no monitoramento das áreas fluviais e alagadas da região.
O principal diferencial da atuação militar é a utilização do side scan sonar (sonar de varredura lateral). O equipamento é capaz de identificar objetos submersos em águas turvas e profundas através de ondas sonoras, permitindo uma visualização detalhada do leito do Rio Mearim, que apresenta baixa visibilidade devido às condições naturais e ao período de chuvas.
Mobilização de elite
Além do sonar, a Marinha enviou um contingente de 11 militares especializados, incluindo mergulhadores de resgate, uma embarcação do tipo voadeira e uma motoaquática.
O objetivo é intensificar o patrulhamento hídrico em perímetros que eram de difícil acesso para as equipes terrestres.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, destacou a importância da cooperação entre os órgãos. "Estamos unindo esforços com a Marinha e a Polícia Rodoviária Federal para ampliar as frentes de trabalho. Não mediremos esforços para localizar a Ágatha e o Allan", afirmou em comunicado oficial.
Histórico e cenário atual
Os irmãos desapareceram no dia 3 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos. Desde então, uma operação sem precedentes no interior do estado foi montada, envolvendo:
- Corpo de Bombeiros (com reforços vindos do Ceará e Pará);
- Polícias Civil e Militar;
- Cães farejadores de elite;
- Drones e helicópteros do CTA.
Recentemente, cães farejadores indicaram que as crianças podem ter passado por uma cabana improvisada e uma casa abandonada em área de mata, o que levou as autoridades a expandirem o raio de busca por quadrantes.
Apoio psicossocial
Enquanto as buscas físicas avançam no terreno e agora sob as águas, o Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) mantém uma equipe multidisciplinar no local.
Psicólogos e assistentes sociais acompanham os familiares, que vivem a angústia de duas semanas sem notícias concretas.
Até o fechamento desta matéria, apesar do uso de tecnologia avançada e do empenho de centenas de voluntários e profissionais, nenhum vestígio conclusivo foi encontrado.
Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) reiterou que as buscas continuam de forma ininterrupta.
Fonte: imirante.com