Imortais da Cultura: Conheça a história da Academia Zedoquense de Letras e os novos guardiões da literatura local
Fundada em 2018, a "Casa de José Gonçalves" se consolida como o coração pulsante da intelectualidade em Zé Doca; nova leva de membros reforça o compromisso com a preservação da identidade maranhense.
Por: Redatora Fernandes | R7MARANEWS
06 de Março de 2026 | Zé Doca, MA
Zé Doca (MA) O que faz uma cidade ser lembrada pelo tempo? Para além de suas construções e economia, é a sua cultura que garante a imortalidade de um povo. Em Zé Doca, esse papel de "guardião da memória" cabe à Academia Zedoquense de Letras (AZL).
Fundada oficialmente em 16 de julho de 2018, a instituição, também conhecida como a "Casa de José Gonçalves", nasceu de um sonho antigo que remonta a 2009, quando um grupo de poetas e artistas decidiu que o município precisava de um teto para suas letras.
Após anos de maturação, sob a liderança do poeta e atual presidente Ezequias Sousa da Silva, a AZL tornou-se uma realidade jurídica e cultural, ocupando hoje um lugar de destaque na região do Alto Turi e do Maranhão Central.
Mas afinal, o que faz um membro da Academia?
Muitas pessoas ainda têm a visão de que uma Academia de Letras é um lugar fechado ou apenas figurativo. Na verdade, ser um "imortal" da AZL implica uma responsabilidade cívica e cultural profunda.
Os membros efetivos — que ocupam as 40 cadeiras do sodalício — atuam como embaixadores da educação e das artes.
Suas funções incluem:
Preservação da História: Resgatar e manter vivas as origens de Zé Doca e as tradições literárias do Maranhão.
Fomento à Leitura: Promover eventos, concursos literários e o intercâmbio com outros centros culturais.
Zelo pela Língua: Valorizar o vernáculo e incentivar a produção de novas obras literárias e científicas.
Os Novos Membros: Renovação e Talento
Recentemente, a AZL abriu suas portas para novos nomes que se destacaram por seu "reconhecido saber ou talento literário".
A chegada desses membros traz novo fôlego à instituição e reforça a diversidade da produção intelectual zedoquense.
Conheça os novos membros efetivos da AZL:
• Rivanda Fernandes Costa: Ocupante da Cadeira Nº 16, patroneada por Edvaldo Sousa.
• Ainoã Chaves Costa dos Santos: Ocupante da Cadeira Nº 31, patroneada por José Maria Machado de Assis.
• Antonio José de Sousa: Ocupante da Cadeira Nº 28, patroneada por Arthur Nabatino Gonçalves de Azevedo.
• Lucinéa Nunes Leal: Ocupante da Cadeira Nº 04, patroneada por Frei Luis D'Andrea.
• Ranyelle Oliveira da Silva: Ocupante da Cadeira Nº 33, patroneada por Mário de Andrade Quintana.
•™Rafael Sousa Mascarenhas: Ocupante da Cadeira Nº 30, patroneada por Jomar da Silva Moraes.
A Importância para Zé Doca
Em um mundo cada vez mais digital e instantâneo, a existência da AZL é um ato de resistência cultural.
Ela garante que escritores locais tenham voz e que a identidade de Zé Doca não se perca com o passar das gerações.
Como afirma o estatuto da casa, a missão é a "perpétua renovação e revitalização do legado cultural".
Fotos: Reprodução / Divulgação AZL